A síndrome Mão-Pé-Boca é uma virose muito comum em crianças, principalmente entre os 6 meses e os 5 anos. Apesar de assustar pelos sintomas visíveis, na maioria dos casos é uma doença benigna e autolimitada — passa sozinha em poucos dias.
O que causa a Mão-Pé-Boca?
É causada por vírus da família dos enterovírus, mais comumente o Coxsackie A16. A transmissão acontece de pessoa para pessoa, por meio de:
- Saliva e gotículas respiratórias;
- Contato com lesões de pele;
- Fezes (a higiene das mãos é essencial!);
- Objetos e brinquedos contaminados.
Sintomas
Os sintomas costumam aparecer 3 a 7 dias após o contágio:
- Febre (geralmente baixa a moderada);
- Dor de garganta e mal-estar;
- Lesões dolorosas na boca (aftas), o que pode prejudicar a alimentação;
- Pequenas bolhas ou pápulas avermelhadas nas mãos, nos pés e, às vezes, nos glúteos;
- Recusa alimentar, principalmente nos primeiros dias.
Como cuidar em casa
Não existe tratamento específico — o foco é o conforto da criança:
- Hidratação: oferecer líquidos frequentemente, mesmo que em pequenos volumes. Sucos gelados e picolés ajudam (e dão alívio às lesões da boca);
- Alimentação: preferir alimentos frios, macios e pouco temperados — evitar ácidos e salgados;
- Analgésicos e antitérmicos conforme orientação médica para dor e febre;
- Higiene das mãos: rigor com a lavagem para evitar contágio entre familiares e na escola.
Quando procurar o pediatra
- Se a criança não estiver conseguindo se hidratar (sinais de desidratação);
- Febre alta persistente por mais de 3 dias;
- Sonolência excessiva, irritabilidade muito acentuada;
- Lesões muito extensas ou sinais de infecção secundária na pele.
Quando voltar à creche ou escola
O ideal é manter a criança em casa enquanto houver febre e lesões com bolhas. Em geral, retorna-se quando a criança estiver bem disposta e sem febre por 24 horas — mas é sempre bom alinhar com o pediatra.