A cobertura vacinal contra a poliomielite caiu. Por que isso é preocupante?

A cobertura vacinal contra a poliomielite caiu. Por que isso é preocupante?

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença que o Brasil havia praticamente eliminado nos anos 1990, graças a campanhas de vacinação muito bem-sucedidas. Mas, nos últimos anos, a cobertura vacinal vem caindo, e isso acende um alerta importante para todas as famílias.

O que é a poliomielite?

É uma doença viral altamente contagiosa que pode causar paralisia muscular irreversível e, em casos graves, levar à morte. Não tem cura, só prevenção. E essa prevenção, felizmente, é simples e segura: a vacina.

Por que a queda da cobertura é preocupante?

Para que uma população esteja protegida, é preciso que pelo menos 95% das crianças sejam vacinadas, é o que chamamos de imunidade coletiva. Quando a cobertura cai abaixo desse limite, o vírus pode voltar a circular.

  • Em 2022, a cobertura no Brasil ficou abaixo de 70% em algumas regiões;
  • O vírus segue circulando em alguns países do mundo;
  • Crianças não vacinadas e em contato com viajantes podem se infectar.

Quando vacinar

O calendário vacinal brasileiro recomenda:

  • 2, 4 e 6 meses: VIP (vacina inativada, injetável);
  • 15 meses e 4 anos: VOP (vacina oral, em gotinhas);
  • Doses de reforço durante as campanhas anuais.

Como ajudar a virar esse jogo

A melhor forma de proteger seu filho, e a comunidade, é manter a caderneta em dia. Em consulta, sempre revisamos o calendário vacinal e tiramos qualquer dúvida sobre as vacinas, sua segurança e sua necessidade.

Se você tem alguma dúvida ou receio sobre vacinação, conversemos. A informação de qualidade é a melhor aliada das famílias.

FAQ

Perguntas frequentes sobre poliomielite e vacinação

Sim. Apesar de erradicada em grande parte do planeta, a poliomielite ainda circula em alguns países, principalmente no Afeganistão e no Paquistão. Com a queda da cobertura vacinal no Brasil, existe risco real de reintrodução do vírus, tornando essencial manter a vacinação em dia.

Sim. A poliomielite está controlada exatamente porque a maioria da população se vacina. Se a cobertura cair, o vírus volta a circular. Vacinar seu filho protege ele individualmente e mantém a chamada imunidade coletiva, que protege bebês pequenos e pessoas imunossuprimidas que não podem se vacinar.

O esquema atual no PNI prevê três doses da vacina inativada injetável (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de vida. Reforços com a vacina oral (VOP) são feitos aos 15 meses e 4 anos. O pediatra pode individualizar o esquema conforme cada caso.

As vacinas contra a poliomielite são consideradas muito seguras. Efeitos adversos são raros e geralmente leves, como dor no local da injeção ou febre baixa. Os benefícios de prevenir uma doença potencialmente paralisante superam largamente qualquer risco associado à vacinação.

Não é necessário reiniciar o esquema. Existem tabelas de atualização (catch-up) que permitem retomar a proteção sem repetir todas as doses. Procure o pediatra para avaliar o cartão vacinal e programar as doses que faltam com segurança.

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